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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Um dos meus raros momentos a pensar em política.

Alguém disse: “podemos pensar numa política sem ética, mas nunca numa ética sem uma política.”
Ora aqui está uma interessante afirmação, mas antes de a poder comentar, penso que o melhor será tentar esclarecer do que trata a ética e do que trata a politica.
Em relação à ética, vou utilizar a definição de Fernando Savater: a ética ocupa-se de administração que cada qual faz da sua vida, para seu próprio bem.
No início, esta afirmação pareceu-me um pouco seca e insuficiente. Mas, mais tarde percebi porque Savater não especifica o que é o mal e o que é o bem, ou porque não acrescenta que a ética se ocupa da administração “justa” que cada qual faz da sua vida.
Porque o justo e o injusto, o bem ou o mal, dependem do foro individual de cada um. O mais importante é que ao definir o que é o mal e o que é o bem, estaria a delimitar o crescimento individual do sujeito. A ética não se ocupa em definir no geral quais as escolhas boas. Pois assim sendo cairíamos no determinismo, na recusa da responsabilidade e no fim da liberdade. Por isso, a ética só se ocupa em definir o bem individual.
Aqui entra a política. Ora, como o bem individual pode variar de sujeito para sujeito, a política trata de definir o bem comum. Implementa-o em códigos e leis, para que escolhas éticas não entrem em conflito. Mesmo assim, a política não decide o que é o mal e o que é o bem ético, apenas o organiza conforme as necessidades sociais.
Por isso a ética não pode existir sem política, pois sem esta seria o caos.

Estranhamente, pensar numa política sem ética já é possível, pois a politica parte de objectivos mais colectivos do que individuais. Pode muito bem utilizar métodos não éticos individualmente, para chegar a resultados bons para o colectivo. Por exemplo, obrigar os cidadãos a ir à guerra, autorizar a pena de morte, e por ai fora. Estes são exemplos que variam eticamente de pessoa para pessoa.

Infelizmente estas não são as únicas definições de ética e de política. Muitos outros pensadores apresentam outras ideias para a dualidade entre ética e politica. Alguns encaram a ética como conduta boa e afirmam que política não deve existir sem ela. Esta também parece ser a definição geral que as pessoas dão a ética. Mas cuidado com esta definição, pois o bem, como já disse, é subjectivo. E a política não consegue ser sempre subjectiva, mas consegue ser sempre objectiva.

Concluindo, depois de reflectir e “dar uns nós cerebrais” a pensar em ética, penso que o ideal seria dizer, não que devemos pensar uma política com ética, mas sim numa política humanista. Sendo assim, segundo as minhas definições, os nossos políticos realmente parecem ter muita ética, mas muito pouca humanidade.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Os cinco e a revolução de 2010!!!

Podiam ser mais cinco golos do meu FCP, que os adeptos estavam cá para os festejar.

Mais cinco dedos num aperto de mão que eu estava cá para receber.

Mais Cinco Primeiros-ministros,  que eu estava cá para os mordiscar.

Mais cinco “shots” num balcão qualquer desse pais que eu certamente não estaria sozinho para os beber.

No fim de contas e em rescaldo do centenário eu queria era mais cinco revolucionários que mudassem esta Merda.

Aproveitando a deixa do Filipe público esta música a procura de cinco razões para não zarpar…

Venham mais cinco, duma assentada que eu pago já
Do branco ou tinto, se o velho estica eu fico por cá
Se tem má pinta, dá-lhe um apito e põe-no a andar
De espada à cinta, já crê que é rei d’ aquém e além-mar
Não me obriguem a vir para a rua gritar
Que é já tempo d' embalar a trouxa e zarpar

A gente ajuda, havemos de ser mais Eu bem sei
Mas há quem queira, deitar abaixo o que eu levantei
A bucha é dura, mais dura é a razão que a sustem
Só nesta rusga não há lugar prós filhos da mãe
Não me obriguem a vir para a rua gritar
Que é já tempo d' embalar a trouxa e zarpar

Bem me diziam, bem me avisavam Como era a lei
Na minha terra, quem trepa No coqueiro é o rei
A bucha é dura, mais dura é a razão que a sustem
Só nesta rusga não há lugar prós filhos da mãe
Não me obriguem a vir para a rua gritar
Que é já tempo d' embalar a trouxa e zarpar

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Aconselhamento Paternal – Nem tudo o que parece é.

PSD7PPD

Em primeiro lugar perguntámos o que leva um partido criado após o ano de 1974 mudar de nome…Nada mais fácil…

Popular--   1.respeitante ou pertencente ao povo   2.próprio do povo   3.usado ou frequente entre o povo; vulgar   4.que se dirige ao povo; feito para o povo    5.promovido pelo povo   6. que agrada ao maior número de pessoas   7. que goza do favor público    8. democrático

Social--   1.pertencente ou respeitante à sociedade   2.que vive em sociedade   3.que gosta de viver em sociedade, sociável   4.referente a uma sociedade comercial ou industrial   5.diz-se dos problemas relativos à organização e à satisfação das necessidades dos indivíduos em sociedade

Por esta altura já perceberam que POPULAR e SOCIAL não significa bem a mesma coisa. Resumindo, popular está para classe baixa assim como social esta para classe alta.

Mas o que me leva a  escrever hoje e outro género de ilusão: A carta do Director do Gabinete de Estudos Nacional do PSD. Passo a explicar descrevendo cada paragrafo, qual linguista esmiúça a obra de Camões.

Portugal está confrontado com problemas sérios no modo como gasta os seus recursos financeiros, como gasta o seu dinheiro ou como não o poupa.(Até aqui num tínhamos nada agora estamos endividados até ao pescoço.) 

Precisamos de serviços públicos mais eficientes, mais ágeis, mais capazes de funcionar com qualidade evitando desperdícios. (Não interessa escrever no livro de reclamações dum serviço do estado, a entidade reguladora é do mesmo patrão)

Pensamos que todos os Portugueses podem colaborar neste desafio de colocar o Estado a fazer melhor gastando menos. Aqueles que trabalham nos serviços públicos locais, regionais ou centrais podem seguramente sugerir formas adequadas de cortar em despesas não essenciais para o funcionamento dos seus Serviços. Todos os que se relacionam com os diferentes serviços públicos podem também sugerir modos de optimizar o respectivo funcionamento. (Evite-mos as reclamações, dada a taxa de abstenção do nosso pais, se 30% de vós sugerir uma redução de custos por um motivo qualquer, vamos reduzir certamente os custos, e 70% da população vai continuar cegamente satisfeita.)

Acreditamos que com as sugestões e propostas que nos remeterão conseguiremos estruturar um melhor plano para reduzir a despesa. (O nosso problema não é encaixar o dinheiro fruto dos impostos mas fazer-vos acreditar que temos muitas despesas, para justificar o aumento destes.) 

Comprometemos-nos a analisar as sugestões, sector a sector e de forma global, e a elaborar uma síntese que será entregue na Assembleia da República. (Esta parte não é ilusória só desta forma acredita-mos que se podem concretizar todos os pontos anteriores.)

Ajude Portugal a cortar na despesa sem comprometer a qualidade dos serviços públicos. ( Ao final de 36 anos resolvemos assumir uma posição favorável a toda a democracia social só porque o popular continua sem nos entender.)

É o desafio que lhe lançamos. (Se formos eleitos escusa-mos de culpar a oposição.) 

Muito obrigado pela sua participação.

José Manuel Canavarro
Director do Gabinete de Estudos Nacional do PSD

Classifique o âmbito da proposta que pretende apresentar: Âmbito transversal (aplicável em todos ou em vários sectores, organismos e empresas)  Âmbito sectorial (aplicável numa determinada área de actividade do Estado e respectivos organismos) Âmbito de um serviço específico (aplicável num determinado organismo ou empresa pública) È desta forma que classifico toda estrutura da proposta valida para todos os âmbitos porque assim será independentemente do partido. ass: montereal